População em situação de rua dobra em 5 anos em BH e reação é marcada por disputa política
Belo Horizonte ultrapassou a marca de 15 mil pessoas em situação de rua e se tornou a terceira capital brasileira com maior contingente nessa condição. O número, registrado entre o fim de 2025 e início de 2026, representa praticamente o dobro do contabilizado há cinco anos.
Diante do crescimento acelerado, Prefeitura e Câmara Municipal passaram a adotar medidas simultâneas de acolhimento, tratamento e ordenamento urbano, ampliando o debate sobre direitos humanos, saúde pública e segurança nas ruas da capital mineira.
Dados do Cadastro Único e do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da UFMG apontam que a maioria das pessoas em situação de rua em BH é formada por homens, com média de idade de 42 anos e longo período de permanência nas ruas — muitos há mais de dez anos.
A gestão do prefeito Álvaro Damião anunciou ampliação de vagas em abrigos, reforço das equipes de abordagem social, expansão dos Centros POP, criação de vagas de emprego e reserva de unidades habitacionais em programas sociais.
Ao mesmo tempo, vereadores aprovaram propostas que autorizam a retirada de barracas e objetos das calçadas e regulamentam a internação involuntária de dependentes químicos mediante laudo médico.
As medidas dividem opiniões. Defensores afirmam que as ações são necessárias diante da gravidade da situação e do avanço da dependência química nas ruas. Já parlamentares da oposição e entidades sociais classificam parte das propostas como higienistas e apontam risco de violação de direitos humanos.
O tema também repercutiu nacionalmente após declarações do ex-governador Romeu Zema sobre o aumento da população em situação de rua nas grandes cidades brasileiras.
Especialistas avaliam que não existe solução única para o problema e defendem integração entre assistência social, saúde mental, moradia, geração de emprego e políticas públicas permanentes.
📍 Leia a reportagem completa no portal.”.
