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A Prefeitura de Belo Horizonte deu mais um passo para a implantação da primeira motofaixa da capital mineira.

A Prefeitura de Belo Horizonte deu mais um passo para a implantação da primeira motofaixa da capital mineira. O projeto foi autorizado pela Secretaria Nacional de Trânsito e será implantado, em caráter experimental, na Via…

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A Prefeitura de Belo Horizonte deu mais um passo para a implantação da primeira motofaixa da capital mineira. O projeto foi autorizado pela Secretaria Nacional de Trânsito e será implantado, em caráter experimental, na Via Expressa.

O corredor exclusivo para motociclistas será instalado entre o Viaduto Itamar Franco e a Avenida Babita Camargos, na divisa com Contagem, somando cerca de 16 km de extensão nos dois sentidos.

A motofaixa ficará posicionada entre as faixas 1 e 2, a partir da esquerda da pista, com aproximadamente 1,5 metro de largura. Mesmo com a mudança, as quatro faixas atuais por sentido serão mantidas. A previsão é que as obras de sinalização durem pelo menos oito semanas.

O objetivo principal da iniciativa é aumentar a segurança no trânsito e reduzir acidentes envolvendo motociclistas, que já somam quase 350 mil veículos na capital. A proposta também busca organizar melhor o fluxo de motos em meio ao trânsito intenso da Via Expressa.

De acordo com especialistas, a eficácia da motofaixa depende diretamente do comportamento dos condutores. A orientação é que motociclistas respeitem os limites de velocidade da via e utilizem o espaço de forma adequada para reduzir riscos de lesões graves em caso de acidentes.

Para que o projeto saia do papel, o município precisa seguir regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito. Entre elas, a exigência de que a via tenha velocidade máxima de até 60 km/h e que a faixa tenha largura mínima de 1,20 metro.

Como o modelo não está previsto no Código de Trânsito Brasileiro, a autorização da Senatran é obrigatória e o projeto será monitorado. Durante o período de testes, a prefeitura deverá enviar relatórios periódicos avaliando impactos na segurança e na fluidez do trânsito.

Apesar do avanço, o Ministério Público de Minas Gerais recomendou cautela. O órgão orienta que a implantação só ocorra após todos os estudos técnicos exigidos e alerta para dados observados em outras cidades, como São Paulo, onde houve aumento de acidentes fatais em cruzamentos após a adoção da motofaixa.”.