A situação financeira do Atlético Mineiro segue desafiadora. Com uma dívida que já supera R$ 1,7 bilhão, a diretoria do clube trabalha em um plano para reduzir o passivo e tentar reequilibrar as contas nos próximos anos.
De acordo com o vice-presidente de operações e finanças, Thiago Maia, o alto valor dos juros — que chegam a cerca de R$ 250 milhões por ano — impede que o clube consiga quitar a dívida de forma orgânica, mesmo mantendo receitas e operações positivas.
Grande parte do débito, aproximadamente R$ 1 bilhão, está ligada a compromissos bancários, incluindo obrigações da SAF e o financiamento da Arena MRV. Além disso, o Atlético ainda possui cerca de R$ 400 milhões em dívidas tributárias parceladas a longo prazo.
Para aliviar o caixa, o clube aguarda um aporte de R$ 500 milhões da família Menin. O valor deve ser utilizado exclusivamente para reduzir dívidas bancárias, com a expectativa de diminuir esse passivo de cerca de R$ 600 milhões para R$ 100 milhões.
Segundo a diretoria, fatores como a inflação salarial no futebol e as altas taxas de juros são os principais obstáculos para alcançar o equilíbrio financeiro.
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