Ministério Público vai apurar aparecimento de trincas em estrutura da Vale em Nova Lima
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vai instaurar um procedimento para apurar os riscos envolvendo as trincas flagradas em uma estrutura na Mina Mar Azul, localizada em São Sebastião das Águas Claras, distrito mais conhecido como Macacos, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Um ofício protocolado nos órgãos fiscalizadores denuncia o surgimento de “expressivas trincas visíveis” nos taludes da estrutura remanescente da barragem B3/B4 e possíveis falhas na bacia de contenção temporária (conhecida tecnicamente como sump) instalada pela Vale no local.
Por nota, o MPMG informou que, apesar de não ter tido acesso ao ofício com a denúncia feita pelo gabinete da deputada federal Duda Salabert (PSOL), a 1ª Promotoria de Justiça de Nova Lima irá “instaurar uma Notícia de Fato para as devidas apurações”. Procurada, a mineradora nega que haja qualquer risco para a barragem, que foi descaracterizada em 2024.
O documento foi enviado pela parlamentar à Agência Nacional de Mineração (ANM), ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Ele aponta que obras emergenciais de contenção que deveriam durar três meses fracassaram, exigindo a construção de um muro de pedras que pode estender as intervenções até setembro de 2027.
A mineradora também negou a construção de um “muro de pedras”, porém, em vídeo publicado no YouTube da própria Vale, de reunião realizada no último dia 19 de agosto, uma representante da empresa confirma a construção, chegando a diferenciá-la de uma Estrutura de Contenção a Jusante (ECJ). Segundo a funcionária, o “muro” teria o objetivo de evitar que, em caso de eventual vazamento da estrutura, comunidades abaixo do local sejam atingidas.
Por nota, a mineradora Vale destacou que a barragem B3/B4 foi descaracterizada em 2024 e que “não existem riscos associados à antiga estrutura”.
#vale”.

