A Justiça de Minas Gerais suspendeu a decisão que determinava a paralisação das obras do empreendimento “Green Valley”, da construtora Patrimar, em Nova Lima. A medida foi tomada pelo desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, do TJMG, ao conceder efeito suspensivo ao recurso da empresa.
Com isso, a obra está liberada para continuar até o julgamento final do processo.
A paralisação havia sido determinada após ação civil pública da Associação Geral do Vale dos Cristais, que aponta possíveis irregularidades ambientais e questiona o licenciamento do projeto. Entre as preocupações levantadas estão supressão de vegetação em área de preservação, impactos na Mata Atlântica, riscos ao Monumento Natural da Serra do Souza e presença de espécies ameaçadas, como lobo-guará e onça-parda.
Ao analisar o recurso, o desembargador afirmou que não há, até o momento, provas suficientes que justifiquem a paralisação. Segundo ele, o caso é tecnicamente complexo e ainda precisa de análise aprofundada.
A decisão também destaca que medidas como interromper uma obra exigem fundamentação técnica consistente, e não apenas suposições. Outro ponto considerado foi o impacto econômico, já que a paralisação poderia gerar prejuízos à empresa e afetar contratos e fornecedores.
A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) defende a regularidade do licenciamento, afirmando que o processo seguiu critérios técnicos rigorosos. Já a Patrimar sustenta que o empreendimento está regular e possui todas as autorizações necessárias.
A associação de moradores mantém posição contrária e alerta para possíveis impactos ambientais na região.
A obra segue liberada temporariamente, enquanto o mérito da ação ainda será julgado pela Justiça.
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