A Polícia Civil de Minas Gerais passou a investigar como feminicídio a morte da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, encontrada sem vida em seu apartamento, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A linha de investigação foi alterada após o laudo pericial apontar morte por asfixia mecânica.
O namorado da jovem, de 45 anos, foi preso temporariamente na última sexta-feira (15). Durante depoimento, ele optou por permanecer em silêncio.
Segundo a investigação, a cena encontrada no apartamento apresentava elementos que inicialmente levaram a uma apuração diferente. No entanto, a perícia descartou essa possibilidade. A Polícia Civil destacou que condições psicológicas ou histórico de depressão não podem impedir a identificação de possíveis casos de violência contra mulheres.
As apurações indicam que o relacionamento começou em outubro de 2025 e que, ao longo dos meses, o suspeito passou a exercer forte influência sobre a vítima. Testemunhas afirmaram que a jovem se afastou de familiares e amigos e apresentava sinais de dependência emocional.
A polícia também investiga uma possível motivação financeira. Giovanna possuía cerca de R$ 200 mil provenientes da venda de um imóvel herdado, além do apartamento onde morava.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a conduta do suspeito após a morte. Ele teria buscado reconhecimento de união estável após o falecimento e enviado mensagens a familiares e amigos da vítima. Imagens de segurança mostram que ele deixou o prédio horas antes de a jovem ser encontrada.
A Polícia Civil também apura registros anteriores envolvendo o investigado, incluindo denúncias relacionadas a outros episódios de violência contra mulheres. Autoridades pedem que possíveis vítimas procurem os canais oficiais para prestar informações.”.
