O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 14,75% para 14,50% ao ano. Esta é a segunda queda consecutiva.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação, que impacta diretamente o custo de vida, especialmente para a população de menor renda.
A decisão ocorre em um cenário de incerteza global, influenciado pela guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços, principalmente do petróleo. Esse movimento já reflete no aumento dos combustíveis no Brasil e levanta dúvidas no mercado sobre a continuidade da queda dos juros.
Em comunicado, o Copom destacou que seguirá com cautela e atenção aos desdobramentos do cenário internacional antes de definir os próximos passos da política monetária.
O comitê é formado pelo presidente do Banco Central e oito diretores. Desde 2025, a maioria dos integrantes foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Banco Central define a taxa de juros com base no sistema de metas de inflação. Atualmente, a meta é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. As decisões consideram projeções futuras, já que os efeitos da Selic na economia levam de seis a 18 meses para serem sentidos.
Para 2027, o BC já direciona suas decisões visando o cumprimento da meta. Já para o próximo ano, a expectativa do mercado é de inflação em torno de 4%, acima do centro da meta.
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