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Os incêndios provocados por falhas elétricas voltaram a crescer em Minas Gerais e acenderam um alerta para os riscos

Os incêndios provocados por falhas elétricas voltaram a crescer em Minas Gerais e acenderam um alerta para os riscos dentro das residências. Dados do Anuário Estatístico da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da…

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Os incêndios provocados por falhas elétricas voltaram a crescer em Minas Gerais e acenderam um alerta para os riscos dentro das residências. Dados do Anuário Estatístico da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), divulgados neste ano com base no levantamento mais recente, apontam aumento tanto no número de ocorrências quanto de mortes no Estado.

Em 2025, Minas registrou 148 incêndios de origem elétrica, contra 112 casos em 2024 — alta de 32%. O número de mortes também aumentou, passando de uma para três vítimas no período.

O cenário acompanha a tendência nacional. Em todo o Brasil, os incêndios elétricos mais que dobraram em cinco anos, saltando de 606 para 1.304 registros, crescimento de 102%. As mortes passaram de 47 para 60.

As residências seguem como o principal foco dessas ocorrências. Somente em 2025, foram contabilizados 619 incêndios em ambientes domésticos no país, o equivalente a quase metade dos casos registrados. Das 60 mortes, 51 aconteceram dentro de casa.

Segundo especialistas, hábitos comuns do cotidiano estão entre os principais fatores de risco. O uso excessivo de benjamins, extensões e emendas para conectar vários aparelhos na mesma tomada pode causar sobrecarga elétrica, aquecimento da rede e curtos-circuitos.

O levantamento mostra que problemas nas instalações elétricas lideram os registros, com 706 incêndios e 33 mortes em todo o país. Equipamentos como ar-condicionado e ventiladores aparecem logo em seguida, associados a 166 ocorrências e 14 óbitos.

Eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos foram responsáveis por 113 incêndios. Falhas em tomadas geraram outros 20 registros. Até carregadores de celular entraram na lista de causas, ligados a 19 incêndios e cinco mortes.

Especialistas orientam que imóveis antigos passem por revisões periódicas da rede elétrica e alertam para a importância de utilizar produtos certificados e evitar improvisos nas instalações domésticas.”.